A pergunta mais comum
Mas o que a gente faz numa sessão?
É a pergunta que mais me fazem antes de começar, e a resposta é mais simples do que costuma parecer: a gente conversa. Você vem no mesmo dia e no mesmo horário toda semana, senta, e fala do que estiver incomodando, inclusive do que parecer bobagem ou fora de propósito.
Eu escuto e faço pontuações. Uma frase sua volta com outra pausa, ou recortada em outro lugar, e não raro ela soa diferente na segunda vez. É a partir daí que se trabalha.
Com o tempo, vão aparecendo no meio da conversa coisas que você não sabia que estava dizendo, e é desse material que o trabalho é feito. Não há roteiro de sessões, nem exercício para fazer em casa, nem etapa a cumprir antes da próxima. O que organiza é o que você traz, e isso muda de uma semana para a outra.
Ninguém chega sabendo o que quer dizer, e é comum que as primeiras sessões sirvam para achar por onde começar. Nessa parte faço perguntas, volto em coisas que você mencionou de passagem, e é assim que o começo costuma aparecer. É um processo longo, sem número definido de sessões e sem previsão de quando termina, e eu prefiro dizer isso antes. Se o que você procura é alguma coisa que resolva em poucas semanas, provavelmente não é aqui.
Nomear leva tempo.